Myanmar: o retrato de um povo
A inauguração da exposição de fotografia “Myanmar: o retrato de um povo” do fotojornalista português radicado em Macau Gonçalo Lobo Pinheiro terá lugar no próximo dia 24 de Abril, pelas 18:30 na galeria da fundação e estará patente até ao dia 7 de Maio.
A exposição realiza-se no âmbito do sétimo aniversário da Fundação Rui Cunha e nas comemorações dos 20 anos do estabelecimento da RAEM.
A exposição “Myanmar: o retrato de um povo” – ပြည်ထောင်စုသမ္မတ မြန်မာနိုင်ငံတော် é uma súmula documental e de fotografia de viagem a cores dedicada ao Myanmar, local que o fotógrafo visitou em Dezembro de 2014 durante 15 dias. Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta uma exposição com 30 fotografias e um livro com 50 imagens, naquilo que o autor considera ser um pouco do retrato de um país que, de certa forma, ainda vive interdito.
Myanmar é um país que fica na nossa mente, essencialmente, por causa de duas coisas: as pessoas e as paisagens. Também conhecida como Birmânia, o Myanmar tornou-se independente do Reino Unido a 4 de Janeiro de 1948. O nome do país ainda hoje causa um incidente diplomático que enfrenta, de um lado, as Nações Unidas e a União Europeia e, do outro, o Reino Unido e os Estados Unidos. O seu sistema político é mantido sob o controlo dos militares desde 1992 e, em 2016, um novo Presidente da República foi eleito democraticamente.
A diversidade da população birmanesa faz com que, até hoje, o Myanmar continue a enfrentar tensões étnicas e religiosas. Nesse sentido, é vedado ao turista o acesso a certas zonas do país. Tradicionalmente influenciada pelo budismo teravada, a população do Myanmar cifrava-se, em 2015, nos cerca de 54 milhões de habitantes. Desde a antiga capital Yangon até à nova capital Naypyidaw, passando por Mandalay, Bagan, o lago Inle, a Golden Rock, entre muitos outros motivos de interesse, o país começa agora a abrir-se ao exterior, muito por culpa da aproximação da administração americana de Barack Obama nos últimos anos. Contudo, o atentado aos direitos humanos da minoria royingia têm manchado a imagem do país aos olhos da comunidade internacional.
O trabalho foi publicado na imprensa, pela primeira vez, em Setembro de 2016 no P3 do Jornal Público.
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