A Diocese de Macau – Scientia et Virtus – 2026.04.15
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quarta-feira, dia 15 de Abril às 18:30, a primeira conversa de Serões com Histórias desde 2024, intitulada “A Diocese de Macau – Scientia et Virtus: Corolário de um impulso com História”, que será protagonizada pela professora e investigadora de História, Beatriz Basto da Silva, via Zoom desde Coimbra, Portugal. O evento é co-organizado pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco (AAAEC).
Nesta sessão, moderada por José Basto da Silva, Presidente da AAAEC, a oradora convidada irá falar sobre a criação da Diocese de Macau, há exactamente 450 anos, pela mão do Papa Gregório XIII, o 226º sumo pontífice da Igreja Católica. «A legitimação outorgada pela Bula de Gregório XIII, em 1576, consagra em seus termos a criação da Diocese em Macau. Ao novo Bispo é conferida a necessária jurisdição para actuar no Extremo-Oriente», esclarece a especialista.
Esta decisão «teve as raízes nas bulas papais do Século XV, conducentes ao documento “Inter Cætere” do Papa Calisto III (1456). Por sua doutrina é criado o “Padroado Português”, centelha que incendeia a propagação da Fé Cristã. (…) Expansão e Evangelização chegam de mãos dadas até ao assunto que nos traz aqui: a “Super Specula Militantis Ecclesiæ”», que viria a erigir, a 23 de Janeiro de 1576, a Diocese de Macau».
Inicialmente com jurisdição eclesiástica sobre a China, o Japão e as ilhas adjacentes, a sua criação confirmaria o papel que a então colónia portuguesa de Macau desempenhava, como centro de formação e de partida de missionários católicos, nomeadamente jesuítas, para os diferentes países da Ásia.
«Não consideramos que tal instrumento apostólico seja, na conjuntura, um ponto de chegada, nem se revelará só um ponto de partida. Diremos talvez que, à luz dessa nova energia, eclode em Macau um fecundo viveiro de rápido crescimento», identifica Beatriz Basto da Silva, para quem a história do território tem sido a sua principal área de interesse e dedicação.
Beatriz Amélia Alves de Sousa Oliveira Basto da Silva nasceu na Anadia, Portugal, em 1944, e licenciou-se em História pela Universidade de Coimbra. Chegou em 1970 a Macau, onde foi professora de História no ensino secundário e também professora da cadeira de História de Macau no Centro de Formação de Magistrados. Desempenhou outros cargos de relevo locais, tais como os de Directora da Escola do Magistério Primário e Directora do Arquivo Histórico de Macau, desde a sua criação, em 1979, até 1984.
Foi deputada nomeada da V Legislatura da Assembleia Legislativa de Macau, de 1992 a 1996, e integrou o Conselho de Gestão da Fundação Macau, quando se reformou da Função Pública. Pertenceu a diversas associações, nomeadamente a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), a Santa Casa da Misericórdia e a Asianostra/Estudo de Culturas. Além disso, é Membro Académico Correspondente da Sociedade Portuguesa de História, Membro do Conselho Internacional de Arquivos e sócia efectiva da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Tem várias obras publicadas e conferências proferidas, além de vasta colaboração dispersa por revistas culturais de Macau e de Portugal. A investigadora regeu ainda cursos na área da sua especialidade, tendo feito parte de diversas Comissões, criadas pelo Governo e pela Diocese de Macau.
O evento será realizado em Português.
A entrada é livre.
Não perca!
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