Vanitas – 2026.04.09
A Fundação Rui Cunha inaugura hoje, quinta-feira, dia 9 de Abril às 18:30, a Exposição Conjunta de Fotografia e Arte “VANITAS – Reflexões sobre Transitoriedade e Legado”, que reúne trabalhos de vários artistas, através da fotografia, da poesia e da pintura tradicional chinesa, evocando temas como a tristeza, o anseio e a transitoriedade da vida.
Através da fotografia, seis artistas de Macau – Carmen Serejo, Gonçalo Lobo Pinheiro, Francisco Ricarte, João Palla, Sara Augusto e Shee Va – exploram o conceito de VANITAS, que simboliza a impermanência da vida, a futilidade do prazer e a inevitabilidade da morte. Este exercício serve para lembrar que a ambição e os desejos terrenos são transitórios.
Na qualidade de fotógrafos amadores, eles observam o túmulo de Camilo Pessanha, em Macau; fazem uma interpretação da impermanência dos ritos egípcios da morte numa exposição recente; sublinham a relevância do Cemitério de Sta. Cruz, em Timor-Leste, pela tristeza das perdas ali ocorridas e como símbolo de identidade nacional; destacam a presença de estruturas religiosas e símbolos votivos nos templos e santuários de Macau; e focam-se na presença de manifestações terrenas e estéticas dos rituais católicos no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, segundo os organizadores.
Os artistas da Associação para a Promoção da Cultura e Arte de Caligrafia e Pintura “Uma Faixa, Uma Rota” de Macau exploram também o conceito de VANITAS na arte, como «uma forma de expressão alegórica que procura representar um ideal superior. Este género artístico foi inicialmente desenvolvido por pintores holandeses no século XVII, durante o Período Barroco», e continuou a ser revisitado na pintura ocidental e oriental.
Esta exposição pretende ainda celebrar a Poesia para expressar VANITAS, sendo contemporânea ao lançamento do livro “A Oriente do Silêncio e outros Poemas”, de Rui Rocha, que será objecto de um evento específico dedicado a esta obra, no dia 13 de Abril, e onde é introduzida Uma Poética da Morte, tradição chinesa com origem no budismo Chan (Zen).
As obras vão estar patentes ao público até ao dia 18 de Abril de 2026.
A entrada é livre.
Não perca!
Por Macau, Mais e Melhor!
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FRC | Exposição fotográfica e de poesia VANITAS | Telejornal da TDM – Canal de Macau de 09.04.2026






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