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PosterA Fundação Rui Cunha inaugura hoje, terça-feira, dia 13 de Janeiro às 18:30 horas, a Exposição de Arte Colectiva “Trail of Matteo Ricci”, pelos estudantes de Doutoramento do Departamento de Arte e Design da Universidade de Macau, sob a supervisão académica do Professor Zhang Yan (張彥). A curadoria do projecto é da responsabilidade dos artistas Li Ranqing (李然青), e Lei Meihang (雷美航). A organização foi assumida pelo Centro de História e Cultura Chinesa da UM.

Em exposição vão estar 33 obras, a tinta-da-china e cor, que resultam de uma viagem de estudo organizada em 2025, com partida de Macau para o interior da China e até Itália, recuperando o itinerário do padre jesuíta italiano Matteo Ricci, figura fundadora das missões católicas na China, há mais de quatro séculos. O tema há muito suscitava a curiosidade de Zhang Yan, oriundo da cidade de Zhaoqing, por onde passou o missionário no final do século XVI, trazendo ecos do ocidente.

«Iniciada pelo Professor Zhang Yan, Director do Centro de História e Cultura Chinesa da Universidade de Macau, a exposição reúne 18 artistas que refizeram o percurso de Ricci desde Itália até à China. Viajando de Macau até Guangzhou, Zhaoqing e Shaoguan [província de Guangdong], e daí para Roma, Macerata, Génova, Veneza, Milão e Florença, utilizámos o pincel e a tinta da pintura tradicional chinesa como a nossa caneta histórica, para completar esta busca transtemporal até às raízes. Como curador, imagino este projecto como um trabalho prático de campo contemporâneo de pintura chinesa, tecido em torno da rota de intercâmbio cultural de 400 anos. Como um dos artistas participantes, também sei bem que cada obra incorpora a hesitação, a transformação e a repercussão da experiência, vividas durante a criação in loco», esclarece Li Ranqing.

As 33 obras expostas «retêm grande parte da “temperatura in loco”: as fendas espalhadas pelo vento no papel Xuan de arroz e o pó da rua nas margens das pinturas a pastel não são imperfeições, mas extensões naturais da filosofia da pintura chinesa de “observar as coisas através da visão interior”. Escolhemos apresentar a exposição em Macau porque não é, apenas, o ponto de partida da viagem de Ricci, mas também a âncora espiritual da nossa criação».

«Quando se vê o pôr do sol sobre a Roma antiga na aguarela e a esquina de um beco de Lingnan nos pastéis, está-se perante não só paisagens, mas um toque suave entre duas civilizações realizado através da arte. Tal como Matteo Ricciintroduziu o conhecimento ocidental na China, através da tradução chinesa há séculos, utilizámos a linguagem da pintura chinesa para tentar transformar esta trajectória através de montanhas e mares, num diálogo contínuo entre civilizações», remata o artista e curador.

A exposição contou com a co-organização do Comité de Arte da Pintura Tradicional Chinesa da Associação de Artistas da China; da Aliança de Artistas da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau; e do Comité de Arte da Pintura de Paisagem da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. O projecto artístico beneficiou ainda do apoio dado pelo Centro Provincial de Intercâmbio Cultural Internacional de Guangdong e pela Associação de Artistas de Guangdong.

As obras vão estar expostas até ao dia 24 de Janeiro de 2026.

A entrada é livre.
Não perca!
Por Macau, Mais e Melhor!

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