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POSTER_USJA Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quarta-feira, dia 10 de Dezembro às 19:00, uma conferência intitulada “Cross-Border Funeral and Refugee Issues: Macau during the Mid-20th Century”, inserida no Ciclo de Palestras Públicas de História e Património, que resulta de uma parceria regular entre a FRC e USJ – Departamento de História e Património da Universidade de São José, em Macau.

Carlos Ka Nok Lo, Professor Assistente de Investigação no Departamento de História da Universidade de Macau, e Investigador Associado do Instituto de Investigação Avançada da Universidade de Macau em Hengqin, será o orador convidado desta palestra, onde falará sobre o tema que está na base da sua recente investigação e que deverá figurar na sua segunda monografia, intitulada “Morte e Práticas Funerárias na Região Administrativa Especial de Macau, China”, a publicar em 2026.

«A partir de meados do século XIX, devido às repetidas medidas coercivas impostas pelas autoridades portuguesas em Macau, os residentes chineses foram proibidos de sepultar os seus mortos na Península de Macau. Com a modernização de equipamentos administrativos e sistemas de documentação, como os cemitérios públicos, as certidões médicas de óbito e os requerimentos de inumação, as autoridades portuguesas autorizaram formalmente o Hospital Kiang Wu de Macau, em 1881, a fiscalizar os enterramentos chineses e a administrar o Cemitério Chinês. Estabeleceu-se assim um padrão único de enterramento transfronteiriço entre Macau e o Condado de Xiangshan (área que corresponde ao sul da actual Zhuhai), prática que persiste até aos dias de hoje», esclarece o investigador.

Já «em meados do século XX, a invasão japonesa da China desencadeou uma migração em massa para Macau, agravando a escassez de espaço para enterramento. A grande carência de terrenos para enterramento levou ao aparecimento de valas comuns na zona fronteiriça. Após o final da Segunda Guerra Mundial, a comunidade chinesa de Macau colaborou activamente com as regiões vizinhas para restabelecer a cooperação com vista aos funerais transfronteiriços», acrescenta ainda o académico.

Carlos Ka Nok Lo é hoje Professor Assistente de Investigação na Universidade de Macau. Dedica-se há nove anos à investigação em História Demográfica Global, História Socioeconómica, Intercâmbio Cultural Sino-Ocidental e História Social da Morte. Lo publicou mais de vinte artigos em revistas e trabalhos apresentados em conferências. A sua tese de Doutoramento examina criticamente a utilização do recenseamento populacional pelo Governo colonial de Macau e de Portugal, explorando o seu impacto na administração colonial. Recentemente, tem conduzido uma investigação sobre Práticas Funerárias, Cemitérios Modernos e Gestão Urbana nos séculos XVIII a XX.

A palestra vai ser moderada por Priscilla Roberts, Professora Associada e Chefe do Departamento de História e Património da Universidade de São José – Macau, e será apresentada em língua inglesa com duração de 1 hora.

A entrada é livre.
Não perca!
Por Macau, Mais e Melhor!

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